Andrea Machado

Pinceladas sobre Arte e o que mais faz girar o mundo de gente que gira o planeta.

A amarga história de Camille Claudel

Até pouco tempo atrás, a família tinha vergonha de Camille e o seu nome sequer era pronunciado.
- Reine-Marie, sobrinha-neta de Camille.
Porta do Inferno, escultura de Auguste Rodin.
Porta do Inferno, escultura de Auguste Rodin.

As obras de Camille Claudel são o resultado do seu dom prematuro nas artes, que a conduziu ao amor obsessivo por Auguste Rodin (1840-1917), no qual se transformou em loucura, cujo grito silencioso "Rodin, Rodin, Rodin" durou até o seu último suspiro, em 1943 em um quarto de hospício, na França.

Amor, raiva, obsessão, maturidade e sensibi-lidade são sentimentos que traduzem suas obras, mas é a beleza e riqueza de detalhes que nos fascinam.

Muitos críticos dizem que Camille sofreu in-fluência de Rodin em seus trabalhos e esta afirmação, não nego. Porém, é a sensibilidade existente no pouco que restou de suas esculturas que difere o seu trabalho ao do mestre e amante Rodin.

Nascida em Aisne, norte da França, no ano de 1864, Camille foi a primeira dos três filhos de Louis Prosper e Louise Athanaise Cécile Cerveaux e sua personalidade forte fez com que seus pais percebessem o seu dom pela arte ainda na infância. E foi no apoio de seu pai, que encontrou meios que a levaram ao desenvolvimento de suas potencialidades, ao contrário de sua mãe que sempre criticou seus desejos e os altos custos dispendidos para concretizá-los.

E foi em meio ao preconceito - naquela época a escultura era uma atividade voltada ao uni-verso masculino - e dificuldades para adquirir materiais caríssimos como o mármore e o bronze, que Camille, aos 19 anos, conheceu Paul Dubois e este assemelhou seu trabalho ao de Rodin.

Não demorou muito para que Rodin fosse atrás daquela que tinha trabalhos parecidos com os seus e ao vê-los além de criticá-los, apontou inúmeros defeitos.

Mas foi após dois anos de idas e vindas do ateliêr de Camille, que o escultor a convida para trabalhar com ele. O convite coincidiu com a encomenda do governo francês para fazer “Porta do Inferno” e os “Burgueses de Calais”.

O Abandono, Camille Claudel.
O Abandono, Camille Claudel.
As Banhistas, Camille Claudel.
As Banhistas, Camille Claudel.
Jovem sentada, Camille Claudel.
Jovem Sentada, Camille Claudel.
The Flute Player, 1904, Camille Claudel.
A Flautista, 1904, Camille Claudel.

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