Andrea Machado

Pinceladas sobre Arte e o que mais faz girar o mundo de gente que gira o planeta.

O Legado de Joaquim Tenreiro

Vim para o Brasil como simples artesão. O Brasil era meu sonho. Tinha intenções de mudar, de melhorar. Não tinha dinheiro para entrar numa faculdade, e me formar. Queria ser arquiteto, mas não podia fazer arquitetura. Tinha família para sustentar.
- Joaquim Tenreiro, em entrevista concedida para Ascânio MMM.

Ele nasceu em 18 de abril do ano de 1906, em uma pequena aldeia chamada Melo, Guarda, Portugal. Aos três anos de idade, chegou com seus pais no Rio de Janeiro, no qual ficou encantado ao adentrar na cidade maravilhosa pela baía de Guanabara.

Aos oito, retornou com sua família para Portugal e em sua adolescência, exatamente entre doze e quatorze anos, foi morar na casa de um tio, na cidade do Porto, onde conviveu com colegas de sua idade.

Lá aprendeu as coisas boas e malandragens da juventude e, lógico, não poderia ser diferente, conheceu museus, ajudou o pai em trabalhos de marcenaria e começou a namorar aquela que veio ser sua esposa.

Seu nome é Joaquim Albuquerque Tenreiro, conhecido como Joaquim Tenreiro: designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, que retorna para o Rio de Janeiro em meados de 1925 e entra para a história, consagrando seu nome no design brasileiro, deixando seu lega-
Cadeira Tres Pes, Joaquim Tenreiro
Ambiente com cadeira tres pes de Joaquim Tenreiro.
Cadeira de Embalo, Joaquim Tenreiro
Ambiente com cadeira de embalo, 1947, e esculturas de chão e parede de Joaquim Tenreiro.

do como esculturas, pinturas, painéis e mobiliários enfeitando lares e lojas no Brasil e no mundo.

Seu primeiro trabalho em oficina no Brasil foi na Laubisch & Hirth. Foi lá que Tenreiro iniciou suas primeiras criações de mobiliário moderno no país quando, em meados da década de 1940, desenhou móveis para a residência de Francisco Inácio Peixoto, na cidade de Cataguases, Minas Gerais, que leva a arquitetura de Oscar Niemeyer e o paisagismo de Roberto Burle Marx.

Mesmo com seu prestígio, aos 86 anos de idade, Joaquim Tenreiro morreu pobre. Porém, em 2008, a Cadeira Três Pés foi vendida por USD 92 mil no leilão da Sotheby's, em Nova Iorque.

Amante da perfeição e da beleza, da madeira e sua natureza, Tenreiro criou como poucos a simetria exata entre um ponto e outro, que nos acolhe ou nos embala, nos alimenta ou nos separa, um cantinho, apogeu, obra de arte.

Beth Santos, da Legado Arte, nos recebeu em sua galeria para uma sessão de fotos em seus ambientes com obras de Joaquim Tenreiro.

Legado Arte: http://www.legadoarte.com.br

Joaquim Tenreiro
Conjunto de Mesa Redonda e Cadeiras de palhinha, 1960, Joaquim Tenreiro.
Joaquim Tenreiro
Ambiente com as poltronas retas, 1958, Joaquim Tenreiro.
Joaquim Tenreiro
Ambiente com estante da década de 1950, Joaquim Tenreiro.

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