Andrea Machado

Pinceladas sobre Arte e o que mais faz girar o mundo de gente que gira o planeta.

Em meio ao conflito, surge um artista

A dinâmica da distância fez-me o que sou.
- Lee Ufan

Detalhe do cenário no Museu Guggenheim
Detalhe do cenário no Museu Guggenheim

Lee Ufan nasceu na Coréia do Sul em 1936 e lá, foi testemunha de distúrbios políticos que aconteceram naquele país.

Ele sobreviveu à ocupação japonesa que teve sua ocorrência entre os anos de 1910 a 1945, quando sucederam inúmeras atrocidades cometidas pelos invasores e, na Guerra da Coréia, por exemplo, que durou três anos findando-se em 1953, contou-se como um sobrevivente dentro de um saldo de aproximadamente três milhões de mortos.

Foi em meio a tantos conflitos que o Sr. Ufan, com tanto esforço, concluiu sua graduação de pintura na Faculdade de Belas Artes ministrada pela Universidade Nacional de Seul e, em seguida, dirigiu-se ao Japão onde obteve a sua licenciatura em filosofia pela Tama Art University onde permaneceu lecionando.

Líder do movimento de artistas da década de 1960, movimento conhecido como "Mono-ha", ajudou a provocar a criação de uma realidade "nova e utópica", pois naquela época, os artistas pertencentes a este movimento, utilizavam materiais naturais como o carvão, pedras, terra ou outros manufaturados como placas de acrílico, vigas e vidro para fazer Arte.

Nestes últimos anos, Lee Ufan, já consagrado um artista transnacional, vive e trabalha na Coréia do Sul, Japão e França e todos estes movimentos o levam a afirmar que a dinâmica da distância o fez o que é.

Suas telas combinam pigmentos minerais moídos com cola animal, pinceladas regulares feitas da esquerda para a direita desaparecendo até que não haja mais cor ou movendo-se verticalmente com uma única pincelada.

Nas esculturas, pedras e chapas de aço rígido e pesado são colocadas ao chão e têm o intuito de arquitetar coisas do mundo moderno, apresentando uma forma duradoura de coexistência entre o feito e o não-feito.

Este panorama cru e simples pode ser visto até 28 de setembro no Museu Guggenheim, em Nova Iorque, na exposição "Lee Ufan: Marking Infinity". Exposição esta que abrange os seus trabalhos desde a década de 1960.


Detalhe do cenário no Museu Guggenheim
Detalhe do cenário no Museu Guggenheim



Detalhe do rosto de Lee Ufan
Detalhe do rosto de Lee Ufan



Pontos (1976)
Pontos (1976)



Exposição no Naoshima Museum
Exposição no Naoshima Museum



Pintura (1983)
Pintura (1983)



Cenários de Lee Ufan no Guggenheim
Cenários de Lee Ufan no Guggenheim


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